ERRO DE GRAMÁTICA
by menon
Noites indecisas
Chinelos na calçada
Folhas amassadas
Fiz o que não faço
Por saber que não é fácil
Te conheço por extenso
E concordo em numero gênero e grau
Ao passo que eu posso te perder
Fui para o meu canto
E ali via você passar
Num salto sem asfalto
De um cogumelo caramelizado
Que ficou no seu abraço
Um beijo e um pedaço
De papel almaço
Me diga o que quiser
Que o que eu quero eu sei
Cansado de invenção
Um erro em português
Que apaguei dessa sentença
Milhares de promessas
Nenhuma prometida
O Achado é roubado
E a chave aqui de casa está perdida
Frases esquecidas
Enfraquecidas pelo tempo
De longe o confortável é o relento
Troco de lugar
Alugando com dinheiro do troco
Que fiquei de entregar
Me sentir igual a nada
e nada posso lhe dizer
Mim sem ti igual a nada
e nada posso mais fazer
Finjo que passei
Pensei que vamos
Engano por correto
Concreto e abstrato
O nosso trato à tratar
O sal dá de salgada
Da soma dos produtos
Eu vivo a transitar
Nossas verdades viram viadutos
Que nos levam a nos deixar
Saindo ficando parado
Um infinitivo que ficou de lado
Passo a acreditar
Que um crime pode ser descriminado
Montando montes de corpos queimados
Me sentir igual a nada
e nada posso lhe dizer
Mim sem ti igual a nada
e nada posso mais fazer
Fui para o meu canto
E ali via você passar
Num salto sem asfalto
Difícil de acreditar
Que o sal dá de salgada
Ao nosso canto
E a chuva ao nosso pranto
Me sentir igual a nada
e nada posso lhe dizer
Que tudo vai levar por onde caminhamos
Mim sem ti igual a nada
e nada posso mais fazer
E o fim passa a ser por onde começamos
(2008, NOW!!)
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